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sábado, 22 de maio de 2010

Origem da Água na Terra



Nova teoria tenta explicar surgimento da água na Terra

Confrontando diretamente as hipóteses que propõem que a água pode ter sido trazida para a Terra por asteroides, pesquisadores ingleses e norte-americanos afirmam ter encontrado indícios de que a água estava presente na Terra já no início de sua formação.
Como o ambiente nos primórdios da Terra deve ter sido inóspito demais para a formação de um composto volátil como a água, alguns cientistas propuseram que ela possa ter vindo de outro lugar - embora a ideia seja difícil de compatibilizar com a quantidade de água presente em nosso planeta.
Escala do tempo
Agora, usando pequenas variações na presença de diferentes isótopos de prata em meteoritos e nas rochas terrestres, os cientistas montaram uma escala do tempo que tenta explicar como o nosso planeta foi "montado" a partir de blocos químicos elementares, começando a 4,5 bilhões de anos atrás.
Os resultados do novo estudo indicam que a água e outros elementos voláteis fundamentais podem ter estado presente em pelo menos alguns dos blocos básicos originais presentes na Terra primordial, em vez de terem sido trazidos posteriormente a bordo de cometas e asteroides.
Os chamados "blocos básicos da vida", por exemplo, já haviam foram encontrados em meteoritos e em cometas.
Elementos voláteis
"Estes resultados têm implicações significativas para o nosso entendimento dos processos que acompanharam a acreção e a formação da proto-Terra, e dos meios pelos quais materiais altamente voláteis, como a água, foram formados," afirma Stephen Harlan, diretor da Divisão de Ciências da Terra da Fundação Nacional de Ciências. "A água pode ter estado presente desde muito cedo na história do nosso planeta".
Em comparação com o Sistema Solar como um todo, a Terra é pobre em elementos voláteis, como hidrogênio, carbono e nitrogênio, que provavelmente nunca se condensariam nos planetas formados na parte interna, mais quente, do Sistema Solar.
A Terra também é pobre em elementos moderadamente voláteis, como a prata.
"Uma questão-chave sobre a formação da Terra é quando ocorreu esse empobrecimento," diz Richard Carlson, coautor do artigo. "É aí que os isótopos de prata podem realmente ajudar."

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Água no Espaço (4) Vapor d'água em um Jupteriano Quente



Antes de tudo, é bom saber que os Jupterianos Quentes são simplesmente planetas gasosos e quentes encontrados fora do nosso sistema solar, ou seja, são também exoplanetas.
Através de uma análise de observações infravermelhas do trânsito do um Jupteriano Quente, no caso estamos falando do HD 189733b (sim, Este é o nome do planeta!), foi possível identificar a presença de vapor d'água no planeta. Abaixo uma reprodução artística do que seria o trânsito do planeta.


Este planeta, descoberto em 2005, tem uma massa 15% maior do que Júpiter, sua temperatura superficial é de 1117 K. O semi-eixo maior de sua órbita é de apenas 0,031 UA.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Água no Espaço (3) A nova fase da água



Durante observações com o telescópico Herschel de uma região de onde há grande formação de estrelas foi possível detectar algo antes não imaginado: uma nova fase da água.

Esta nova fase, que não aparece naturalmente no nosso planeta, se caracteriza por ser uma água eletricamente carregada. Esta nova fase é formada pois a grande quantidade de luz ultravioleta nas nuvens de formação estelar tem capacidade de arrancar eletrons das moleculas de água, ionizando-as.

Esta é uma nebulosa na constelação da Raposa onde essa água ionizada foi detectada.

Telescópio Herschel encontra estrela impossível e nova fase da água

sábado, 15 de maio de 2010

Água no Espaço (2) Asteróide com Gelo



A idéia de que cometas tem água é comum, porém, um asteróide com gelo não é algo tão comum. Ainda assim, com uso das observações espectroscópicas de um telecópio da Nasa, localizado em Mauna Kea (Havaí), duas equipes realizaram a detecção de gelo em um asteróide.
O nome deste, que é o primeiro asteróide onde foi encontrada água, é Themis 24, e está localizado no cinturão principal, entre Marte e Júpiter. Ele já havia sido catalogado desde 5 de abril de 1853 quando descoberto Annibale de Gasparis que, é claro, não sabia nada sobre a água do Themis24.
A detecção se deu pela análise espectroscopica do meteoro, que revelou traços indicadores da água. (Para quem ainda não sabe, pela espectroscopia é possível ler a 'assinatura' de cada substância e assim saber onde ela está presente.)
Suspeita-se que o gelo seja uma pequena camada revestindo todo o asteróide.
Abaixo uma concepção artística, por Gabril Perez, onde o Themis24 está junto a outros dois pequenos asteróides.


O Themis 24 é, além do primeiro a ser detectado água, um dos maiores asteróides do cinturão principal tendo um diametro de 198km e uma densidade média de 2,78 g/cm³. O semi-eixo maior de sua órbita mede 3,130 U.A. (unidades astronômicas, que, para quem ainda não sabe, é a distância Terra-Sol), aos curiosos sobre mais informações deste asteróide podem visitar os seguintes endereços:
http://en.wikipedia.org/wiki/24_Themis
http://ssd.jpl.nasa.gov/sbdb.cgi?sstr=24

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Água no Espaço (1) Mares Lunares



O maior desejo de muitos pesquisadores é encontrar água e material orgânico espaço afora. O motivo é simples, a vida como a conhecemos é sustentada pela água. Buscá-la no universo é tanto uma maneira de tentar descobrir a origem da água que formou os oceanos terrestres quanto um modo de tentar encontrar vida extraterrestre.

Nossa obsessão por encontrar água traz algumas interessantes descobertas e também gera algumas 'falhas'.

Nesta série de artigos (um a cada três dias) mostrarei um pouco sobre isso. Para começar, falemos do que chamo de 'falhas'.

- Mares Lunares -

Não, isso não significa que existem mares cheio de água na Lua. O que acontece é que os primeiros astrônomos a observar a superfície lunar confundiram suas planícies basálticas com os mares da Terra. A principal explicação para esta confusão é a própria foto da superfície lunar (que está abaixo), note que as tais planícies basálticas são 'apenas' manchas escuras na superfície lunar. Caso você devaneie um pouco você realmente poderá perceber que confundir-se não é tão estranho assim.

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